Lindas mensagens…

“Dia dos Desnamorados…”

 

 

Dia dos desnamorados

Por Ivan Angelo

 

A palavra não existe, mas existem as pessoas que se encaixam nela.

Desnamorar é fazer os movimentos contrários aos que fazemos para namorar.

É um processo, um desenrolar- se, um movimento para acrescentar a cada dia uma pedra na construção de uma barreira —

sim, o desnamoro é uma construção.

 

Se namorar é a desconstrução do outro, no sentido de desmontar defesas pouco a pouco, descobrir e desativar resistências,

abalar certezas e hábitos, desconectar antigas cumplicidades, minar a independência, desnamorar é uma construção.

De um muro, ou de uma torre.

 

Muro é boa imagem, porque separa, põe limites, marca território. Torre talvez seja ainda melhor, mais completa, porque isola

e coloca no alto, torna mais difícil alcançar quem desnamora.

 

Para desnamorar, é fundamental a colaboração entre os parceiros, ainda que de um lado a ajuda possa ser involuntária

ou passiva. É preciso desleixo, descuido, falta, decepção. Entre os movimentos contrários aos que os parceiros fizeram para

namorar, os mais importantes são os contrários à sedução. Nem precisa ter pressa, é ir parando aos poucos de seduzir.

 

Muitas vezes o casal não sabe que está desnamorando, é mais certo dizer que um deles não sabe, mas pode acontecer

de os dois não saberem.

 

Um namoro é sustentado por pequenas ações charmosas; ao contrário, gestos pequenos de indiferença arquitetam

o desnamoro. Beijinhos, presentinhos, bombons de cereja, mensagens no celular, declarações, essas coisas do namoro vão

sumindo aos poucos.

 

Nada daquelas atenções mínimas que pareciam loucuras, como sair do carro no meio do trânsito só para dar mais um beijinho,

telefonar de madrugada porque bateu uma saudade, levar um osso no aniversário da cachorrinha, nada disso, e muito

menos as grandes maluquices de apaixonado, como jogar pétalas de rosas vermelhas de um helicóptero em cima dela,

da casa dela, do quarteirão…

 

É preciso não ter explicações para certas ausências, ou então explicar pela metade, ou mesmo inventar desculpas

esfarrapadas só para levantar suspeitas e piorar o clima.

 

Não reparar no novo corte de cabelo, nas unhas pintadas, na virilha depilada, nos quilos a menos conseguidos com tanto

esforço e renúncia, na redução da barriga de cerveja, no tempo dedicado ao futebol, na palavra amor jogada no meio

da conversa banal.

 

É dizer “não tenho” quando falta um dinheiro. Numa balada ou no barzinho, ficar olhando em volta, em vez de ter os

olhos grudados como em outros tempos. É o aflorar da rispidez no lugar da gentileza, o não ouvir ou fazer que não ouviu,

o bater de portas, o pisar duro, o conversar de perfil, o jantar só, o silêncio no carro, o não deixar bilhetinho, o não procurar,

o dormir antes da chegada do outro.

 

Não ter tempo para ver aquele filme de que todos estão falando. Isolar-se no almoço de domingo na casa da mãe ou

da sogra. Não perguntar “quem está ganhando?” ao passar pela sala na hora do futebol, não que interesse, mas como

uma forma de dizer “olá, você”.

 

Os que têm filhos ou netos vão se acostumando aos poucos com o desnamoro, porque, ah, tanta coisa para fazer,

encontram tantas compensações afetivas com os filhos — e contentam-se, deixam-se levar para esse lado, mesmo quando

sabem que é amor de outra qualidade.

 

Uma coisa que não tem importância para os desnamorados é não ganhar presente no Dia dos Namorados.

 

 

Sabe aquela vontade de sair correndo…rindo

achando graça de tudo, lembrando de quando

vc brincava, com pés sujos, suado de tanto correr

andando de bicicleta, brincando de casinha,

de carrinho, subindo no pé de fruta,

eu mesma adorava subir no pé de goiaba

ficava sentada lá, q delicia…

passava horas desfrutando daqueles

bons momentos que não voltam mais..

tinhamos pés de frutas no quintal,

espaço, terra, horta,

uma liberdade pra brincar, divertir,

infelismente nada comparada a de hj

onde não se divertem com coisas simples

como antigamente…

Ainnn que saudade…

 

Beijo

Lu Saraiva

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. Obrigada pela sua visita!!!... Beijinhoss..

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